Armor Pires Mota lançou mais um livro, desta vez um “completo e rigoroso registo documental sobre a Igreja Matriz de Oiã”. A obra, “Igreja de Oiã no altar da memória” foi apresentada na quarta-feira, dia 28, no salão paroquial que ficou cheio.
O “ilustre escritor, prestigiado jornalista e amigo da terra”, Armor Pires Mota ofereceu o livro “Igreja de Oiã no altar da memória” à Paróquia de Oiã.
A obra que, segundo o autor, cumpre o objectivo de “fixar a história, tão largamente quanto possível, da paróquia e sua matriz e, sobretudo, revelar o seu riquíssimo património” foi apresentada na quarta-feira à noite, dia 28, no salão paroquial de Oiã (que estava repleto), após a eucaristia em comemoração do padroeiro, S. Simão.
“Igreja de Oiã no altar da memória”, um “completo e rigo-roso registo documental sobre a Igreja Matriz” pretende ainda financiar a construção de um novo museu paroquial, já que o actual não reúne condições, quer em termos de tamanho, quer por ser um local muito húmido, desfavorável às obras de arte, como referiu o pároco e presidente da fábrica da Igreja local, Mário Ferreira. Dado que a obra foi oferecida pelo autor, todos os custos da venda serão direccionados para a construção do “tão desejado” edifício.
Durante a apresentação do livro, o padre agradeceu a Armor Pires Mota, por ser um amigo da paróquia e por olhar sempre com entusiasmo para a ambição do museu. O pároco lembrou que mais que a oferta material do livro, o autor ofereceu a Oiã muitas horas de trabalho e investigação.
O Bispo de Aveiro, António Francisco dos Santos, autor do prefácio do “Igreja de Oiã no altar da memória” também não poupou elogios a Armor Pires Mota. Para o bispo, “o livro embala o sonho do futuro” já que no fundo funciona como os primeiros tijolos da obra que vai “armazenar” a cultura de Oiã.
O presidente da Junta de Freguesia, Diniz Bartolomeu assumiu o gosto e orgulho por ver editada mais uma obra literária sobre Oiã. Apesar de ainda não ter lido “Igreja de Oiã no altar da memória” disse estar certo que será uma obra maravilhosa dada a qualidade do autor.
Respondendo a uma provocação do Pároco local, Diniz Bartolomeu garantiu que a Junta de Freguesia vai comprar uma quantia considerável de exemplares, para oferecer em compromissos protocolares e assim elevar o nome da Vila, que acredita vai mesmo chegar ao estrangeiro.
O presidente da Câmara Municipal, Mário João Oliveira assumiu o mesmo compromisso que o autarca da freguesia, comprar vários exemplares da obra, e agradeceu também a Armor Pires Mota por tornar mais rica a Vila de Oiã e o concelho de Oliveira do Bairro.
A promessa da reedição de “Oiã -terras e gentes”
“Ourives das palavras, símbolo vivo de Oiã” como lhe chamou o presidente da Assembleia de Freguesia, Armor Pires Mota, entre os agradecimentos ao bispo e ao padre de Oiã, não deixou de sublinhar a colaboração fotográfica de Paulo Lourenço, do Museu da Palhaça, a cedência de fotos por parte de ilustres da freguesia, a disponibilidade das técnicas restauradoras da Igreja e entre muitos outros, a colaboração do fotógrafo Paulo Gaudêncio com quem partilhou a dificuldade de tirar fotografias dos trípticos. “Foram várias tentativas, de dia e de noite”, disse o autor.
Armor Pires Mota revelou que está a preparar a segunda edição corrigida e aumentada do livro, “Oiã – Terras e Gentes” que gostaria de ver lançada numa data histórica para a freguesia – a inauguração da nova sede da Junta, biblioteca e auditório. Para essa obra, o autor assumiu oferecer o trabalho, muitas centenas de horas, e ainda os cutos de paginação. Já os trabalhos gráficos e edição propriamente dita, Armor Pires Mota espera que sejam assegurados pelos órgãos autárquicos, Câmara e Junta.
Num tom irónico, o autor “acalmou” os líderes da vila e do concelho para não se preocuparem muito, já que “os custos a suportar rondarão pouco mais de metade do custo de um só belo candeeiro da Praça do Cruzeiro”, obra que também será luz para a memória futura!
Autor da notícia: Litoral Centro
Quinta-feira, 05 de Novembro de 2009 – 10:45:22
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