Há muito ambicionada
Não podia haver melhor prenda em dia de aniversário (7º) para o agrupamento 1143 de Oiã. No passado dia 3 de Junho, não só foi apresentado o projecto da sua sede, cujos valores podem atingir 700 mil euros (140 mil contos), como lançada a primeira pedra e lançado recorrentemente um grande desafio.

Lançamento da Primeira Pedra da Nova Sede do Agrupamento
Belo edifício
O presidente da câmara, Mário João Oliveira, e o chefe do agrupamento 1143, Alexandre Pires, descerraram a primeira pedra, coberta com a bandeira nacional, e o assistente religioso, padre Artur Tavares benzeu, na presença do corpo de escuteiros, presidente e vice-presidente da câmara, respectivamente, Mário João Oliveira e Joaquim Santos, vereador das obras António Mota e presidentes da junta de Oiã e da Assembleia de freguesia, respectivamente, Dinis dos Reis Bartolomeu e Amílcar Simões Pereira, pais e outras pessoas.
Presente também a arquitecta Fernanda Moreira, do sector das Obras da câmara, autora do projecto que o explicou sucintamente.
A sede será implantada numa área de 1.400 m2, perfilando-se sobretudo no rés-do-chão. No primeiro piso ficam alguns terraços. No rés-do-chão, há o hall de entrada, antecedido de uma bela fachada, secretaria, gabinete do chefe do agrupamento, salas de reuniões e de arrumos e diversas salas de aulas que a arquitecta designou como “cantos”; noutra ala: cozinha, despensa, duas camaratas, casas de banho e arrumos; numa terceira ala, fica um salão polivalente e uma biblioteca.
No exterior, haverá, uma praça de acesso, um auditório ao ar livre, zona de parqueamento, um lago, um espaço polivalente para jogos, uma área aberta de ligação, etc. Isto é, é dado especial cuidado aos espaços verdes e aos espaços com água.
Envolvimento da câmara
O chefe de agrupamento, Alexandre Pires, no uso da palavra, lembrou que a construção de uma sede própria tem sido um sonho que tem quase tantos anos quanto a fundação do movimento em terras de Oiã. Depois de ter andado pelo Centro Paroquial, de início, depois o agrupamento optou por algumas salas do antigo Centro Social, ao Facho, mas, lembrou, “as salas não têm nem de longe nem de perto as condições, ainda que os escuteiros se adaptem facilmente”.
Obra de vulto, o agrupamento, para a sua execução conta com a boa vontade de todos os escuteiros, pais e sobretudo autarquias, uma vez que, considerou, a câmara de Oliveira do Bairro é das poucas que “tanto envolvimento tem com os escuteiros”.
O executivo de Acílio Gala adquiriu os terrenos, a sul do estádio da Marinha, agora o executivo de Mário João Oliveira deu seguimento ao projecto.
Alexandre Pires, com o lançamento da primeira pedra e a apresentação do projecto, considerou que “isto é o fim de uma grande caminhada”, para concluir que “a obra não é apenas para os escuteiros, mas é de todos e para todos e só se fará com todos, escuteiros, pais, associações, autarquias, não será o agrupamento a fazer isto sozinho…”
Por sua vez, o chefe regional adjunto deixou uma palavra de apreço e incentivo ao agrupamento em festa, mas também deixou um elogio à câmara que “é a única a apoiar desta forma”. Deixou ainda um apelo ao trabalho e às ajudas “para que a sede saia daquele papel” e ainda um voto: “espero que daqui a dois anos, esteja alvorada”, incentivando a ajuda dos pais: “conto com vocês, para o agrupamento crescer”.
Justa ambição
Seguiu-se a palavra de quem mais pode ajudar, os autarcas.
Dinis dos Reis Bartolomeu, para salientar que “os escuteiros merecem instalações adequadas para as suas actividades”, considerando que as salas cedidas “não comportam as suas necessidades”.
“Já ambicionavam aqui a sede, agora está na vossa mão levar por diante esta obra” – sintetizou o autarca.
Por sua vez, Mário João Oliveira lembrou, em retrospectiva, que, como chefe de agrupamento, idealizara esta obra, todavia, ressalvou que, no entanto, “a primeira preocupação era fazer crescer monumentos vivos”. Consolidado que fora o movimento, era chegada a hora de compra de terrenos, assunto que acompanhou com o anterior presidente da câmara.
“É uma obra de que me orgulho por ter dado os primeiros passos em ordem à sua concretização”, afirmou ainda Mário João Oliveira, que agora dava outro passo em frente: a apresentação do projecto e o lançamento da primeira pedra.
Embora “acto simbólico”, associar estas duas datas “foi um tiro certeiro”: ou seja o 7.º aniversário e este evento.
Trata-se efectivamente de “um projecto ambicioso”, lembrou, mas” apesar disso, “deve ficar dimensionado para o futuro”. Fez mesmo um voto: ”espero que venha a ser realizado dentro de um curto espaço de tempo”.
Fechou este espaço aberto à palavra de autarcas o presidente da Assembleia Municipal, António Manuel Dias Cardoso, para dizer que compartilhava com todos “uma alegria profunda” de ver um projecto em marcha e “é isso que queremos para o concelho”.
Depois de ser enterrado um pergaminho, assinalando o evento, foi distribuído a todos, escuteiros, autoridades e público em geral, um diploma de presença, seguindo-se o jantar de aniversário no restaurante Dom Rogério.
Comentários recentes